
Na minha época, bullying não tinha nome. Apontavam todos os meus defeitos: eu era gorda, feia, burra, idiota, chata e fedida.
or causa da gozação constante da maior parte do grupo, pessoas neutras, por assim dizer, não se aproximavam. Parecia que eu exalava algo que causava repulsa. Tinha certeza que todos me odiavam. Eu acreditava em tudo isso.
Eu tinha sete anos. Ia à festas de colegas e brincava sozinha. Comecei a ter certeza que tinha algo de muito errado comigo, quis quebrar todos os espelhos e algumas partes de mim. Depois de um tempo, não conseguia mais aceitar qualquer tipo de crítica. Deixei de sair de casa, desisti das coisas que gostava e desisti dos outros.
Lembro de forçar vómito para não ter que ir à escola, lembro de bater os joelhos e cotovelos na parede do banheiro em algum tipo de tentativa desesperada para conseguir alívio.
Parte de mim, quase dez anos depois, ainda sofre com isso. O único motivo pelo qual escrevo isso é o de que não importa que nome tenha o que passei, é mais do que qualquer criança pode aguentar sozinha. Agora percebo que não havia nada de errado comigo. Obviamente nunca fui perfeita, embora muitas vezes tente parecer, mas isso também é normal. Alguns podem justificar dizendo que discriminação é normal entre crianças, e é realmente, mas para tudo há um limite. Existem pessoas que são mais facilmente atingidas por esse tipo de comportamento do que outras, e a única maneira que eu conheço de se fortalecer é procurar apoio. Não é fácil superar uma injustiça tão forte, e eu digo que é realmente absurda, já que eu tinha entre sete e treze anos durante este período. Mas criar laços, procurar amigos fora do meu colégio e mostrar que havia algo errado em casa foi o que me permitiu sair de um grande buraco. Hoje eu sei que é importante entender o problema,procurar ajuda e oferecer ajuda. Todos tem problemas, em maior ou menor intensidade, quando fui capaz de perceber isso, me tornei menos solitária, disposta a mudar e a ajudar pessoas que querem mudar também.
-Gabriela
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(Source: burning-soul, via 6itnever6ends6)
(Source: primevrdeen, via 6itnever6ends6)
(via yamimaya)
That’s how I felt the sky today.
A lonely heart.